O jornalismo nos tempos da web

Posted 8 Fevereiro 2009 by Claudio
Categories: Internet, Televisão

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Infelizmente vivemos tempos de falência ética e moral no Brasil. Dos políticos não esperamos mais nada. Agora, nossa esperança reside na atuação do Judiciário e do jornalismo, que deve dar visibilidade e transparência aos descaminhos da sociedade. Isto já acontece, de maneira caótica e intuitiva, na Internet mas, precisa atingir a TV e as grandes redes.

Nos Estados Unidos, as grandes redes de comunicação estão inquietas e procurando maneiras de integrar à Internet às suas redações tradicionais. Por aqui, temos alguns timídos ensaios. Desde a compra de material instantâneo de fotográfos amadores, equipados com celulares, até a insípida sugestão de pautas e denúncias para as redações apurarem os fatos.

Assim como Barack Obama inaugurou um novo tipo de político sintonizado com as facilidades na tecnologia e boa parte da campanha presidencial americana se desenvolveu via Internet, estamos diante de novos desafios e formas de expressão. A democracia representativa que, cada vez mais, representa menos está com seus dias contados. A Internet vai ajudar a acelerar nossa passagem para uma democracia cada vez mais participativa.

No jornalismo, acredito que seria mais produtivo e eficaz para construir a sociedade justa que desejamos se tivéssemos um jornalismo mais critico e analítico. Na prática, mais investigação e exposição dos fatos, tendo como contraponto opiniões divergentes dos envolvidos. O foco deve estar na exposição das consequências dos atos dos personagens das reportagens. Acho que, com tanta informação, não está claro para a sociedade as relações de causa e efeito. Com tanta notícia, em flashes descolados da realidade e sem acompanhamento, parece que vivemos em tempos de crime sem castigo!

Se continuarmos a ver e retratar o mundo com a visão estreita de Homer Simpson, que tipo de sociedade estamos legando aos nossos herdeiros? Naturalmente, uma emissora tem compromissos com a audiência e anunciantes. Ninguém está sugerindo que se ignore isto. Mas é preciso trabalhar um novo jornalismo, mais responsável e menos contemplativo. Um jornalismo que aproveite a Internet e todas as suas testemunhas, que são agentes e pacientes, para dar transparência às causas e efeitos que afetam nossa vida em nossos vários papéis sociais, de espectador à internauta, de pai para filho, de patrão para empregado, de contribuinte à cidadão.

Outra verdade inconveniente…

Posted 18 Janeiro 2009 by Claudio
Categories: Internet, Televisão

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Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, ganhou notoriedade (mais) depois do documentário denúncia Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth), lançado em 2006 e dirigido Davis Guggenhein. A produção chamou a atenção para a questão do meio-ambiente e ampliou, didaticamente, a discussão para além dos circulos dos experts.

Porém, ao mesmo tempo, empenhado em promover e difundir ações e idéias que chamassem à participação segmentos da população alheios ou omissos em relação a responsabilidade de viver em sociedade, Gore criou a Current TV em 2005. Inspirado pelo melhores sonhos dos anos 60, a Current TV se diferencia das emissoras tradicionais porque a idéia é que todo material seria produzido pelos espectadores. Você pode conferir na web o resultado dessa experiência inovadora.
O fato é que entre diversos problemas, a webtv do Al Gore se depara com a falta de qualidade no seu produto final. Isto faz todo sentido se observarmos a qualidade das produções disponíveis no Youtube e sites similares que oferecem hospedagem para vídeos. Em geral, salvo raríssimas exceções o que vemos lá é de um amadorismo impar. Esse é o grande problema da Current TV. Não é o único, mas essa é outra discussão!

A questão aqui é que a idéia do “faça você mesmo” encontra entusiastas e a Internet, democraticamente, graças ao tamanho do ciberespaço abriga um sem número de “amadores”. Além da falta de domínio técnico e das ferramentas para atuar nessa mídia, há uma generalizada falta de idéias e uma repetição infindável de tolices que só mesmo a falta de senso de ridículo explica ou justifica. A necessidade de tamanha exposição é digna de Freud.

Acrescente-se a essa equação a facilidade de acesso à banda larga e às máquinas, mais potentes e baratas. Num país onde o hábito da leitura, infelizmente, não é uma preferência nacional, torna o vídeo cada mais popular na web e peça obrigatória na grande rede. Seu uso vai do marketing passando pelo treinamento até chegar a ações ousadas de convergência de mídias.

As empresas estão descobrindo tudo o que é possível como mais essa ferramenta nas mãos. Nesse universo competitivo não há espaço para improviso. Nada contra os astros instantâneos, metidos num eterno show calouros, que ocupam o ciberespaço. Contudo, quando empresas investem em produções mambembes e expõe seu nome e prestígio, construído às duras penas durante anos, é preciso muita atenção. O dano causado à essa imagem se não for irreversível, custará muito caro do que a economia feita na produção desse vídeo.

Ensaio de convergência e interatividade

Posted 12 Outubro 2008 by Claudio
Categories: Internet, Televisão

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Enquanto a TV ainda luta para descobrir sua vocação interativa, por caminhos tortuosos e obscuros, alguma grandes possibilidades se apresentam. Como costumo dizer, em algum instante há de cair a ficha que forma e conteúdo nunca mais se separarão com o avanço da tecnologia.

Cada vez mais portáteis e fáceis de manusear, dispositivos eletrônicos facilitam nossa vida e trazem a informação ao alcance das nossas mãos. As transmissões de futebol ensaiam toscas perguntas e simulam uma interatividade pueril. Cá para nós, preconceitos à parte, para o público a que se destina cumpre seu papel. Não existe um modelo definido para tornar isto ainda rentável do ponto de vista publicidade, mas a reposta deve ser em breve.

Agora, que ninguém desconfie das possibilidades que o futuro nos apresenta. Sou um admirador de Formula 1, como gostava da Indy. Me atrai a junção do homem com a máquinas e as infinitas possibilidades que isto guarda. Assim sendo, me submeto ao Galvão Bueno e suas pensatas infâmes, prova a prova, volta a volta. Força mental, pirulitos e modernismos à parte, sofro silenciosamente com incrível falta de bom senso do locutor. e

Dia desses fui apresentando ao site Formula1 e descobri que havia um jeito de minimizar as patetadas positivistas do locutor global. Mais do que isto, descobri um ensaio promissor do que pode vir a ser esse casamento da Internet e TV digital. Aliás, pensar e falar desse mundo digital sem falar de web só mesmo sendo muito ingênuo.

De volta à Fórmula 1, descobri maravilhado que tenho em tempo real todas as informações da prova, em tempo real. Tempos de volta, performance dos pilotos em cada trecho da pista, informações adicionais sobre  a prova, gráficos e outras informações que fazem a diferença para quem gosta da atividade. Assistir à Fórmula 1 assim ficou muito mais interessante e divertido.

Em compensação é assustador ver que as besteiras ditas no ar não são por falta de informação. São, na verdade, pérolas elaboradas pelo próprio locutor posto que as informações estão todas lá e quando ele acerta, simplesmente, lia o que estava na tela do seu computador!

Pequenos gestos. Grandes revelações!

Posted 5 Setembro 2008 by Claudio
Categories: Cultura, política

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Politicamente correto ou não, o Presidente Lula revelou num comentário impensado sua real noção do que entende por democracia, respeito às Leis e cidadania. Ao marcar posição sobre quem manda no seu gabinete e o que pode fazer lá, o presidente liberou o fumo e reavivou a memória de todos que acompanharam as ações dos aloprados 

Só os ingênuos tinham dúvidas sobre o que se pode fazer naquele gabinete. Depois de tantos escândalos é irônico ver que uma frase desprentiosa revelou aos incautos e crédulos como pensa e age o presidente. Acho que o espisódio vai fazer muita gente pensar e reavaliar algumas versões sobre aqueles fatos.

O Mundo Vai Acabar? (1)

Posted 27 Agosto 2008 by Claudio
Categories: Cultura

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A cada dia que passa, vamos concluindo como disse Millôr Fernandes há tempos, que a humanidade, de fato, é mesmo inviável. Diariamente temos mostras da ignorância destrutiva que nos consome.

Se você mora em São Paulo pode constatar isto ao sair de casa e comprovar no trânsito. Seja com seu carro ou na mão de condutores profissionais, nos coletivos ou táxis, seja como pedestre. A barbárie se instala e desafia a civilização!

Como abrigar mais de 15 milhões de almas apressadas numa área restrita? Como conviver com congestionamentos quilométricos? Como conviver com a violência que nos espera no próxima esquina?

E assim, entre o medo e a indiferença contribuímos para tornar o mundo um ligar pior. Paramos em fila dupla ou em local proibido, desrespeitando o outro. Entendemos que as regras valem para os outros. Achamos que sempre temos prioridade e apenas nós estamos atrasados. Fazemos uma conversão proibida sem cerimônia, como se fosse a primeira vez quando sabemos que não será a última.

A julgar pelos sinais aparentes da nossa civilização motorizada, o futuro não parece muito auspicioso!

Pop sim, fácil, não!

Posted 26 Agosto 2008 by Claudio
Categories: Cultura, Música

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Existem vários serviços de música, LastFM, Pandora, AccuRadio entre outros, disponíveis na Internet. Eles facilitam e dinamizam nossa relação com a música. Em alguns momentos são verdadeiros embriões para comunidades.

Por outro lado, em algumas dessas rádios, sofisticados mecanismos de busca e processamento de dados acabam aproximando, a partir de uma escolha sua, o tipo de música que você quer ouvir.

Steely Dan – Kid Charlemagne (Live)

Nessas, como acontece com boa parte da Internet, se peca por generalizações. Assim, de repente, a sofisticada e bem elaborado música do Stelly Dan pode aparecer junto com Britney Spears, sob a mesma marca: pop.

Ouça e confira se dá para tratar a música desses caras como pop? Atenção ao backing vocal, sutileza e elegância, além de afinadíssimas. Músicos de primeira e um solo da guitarra inesquecível. Isto é pop? Jazz? Jazz rock? Rock? Balada?

Medalha de Ouro na modalidade chato

Posted 24 Agosto 2008 by Claudio
Categories: Televisão

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Depois de duas longas semanas onde acordamos, respiramos, comemos e dormimos Olimpíadas, parte do sacrifício terminou nesse domingo! Depois disto, a única certeza é que, definitivamente, Galvão Bueno abusa do direito de ser chato.

O locutor é incansável e se supera. Depois das partidas da seleção masculina de futebol, a gente não sabia como separar o torcedor, o locutor e o poderoso Bozó, veio o vôlei. No melhor estilo Lilian Bife e Quibe, o narrador sempre tem uma informação, de fonte imprecisa, e um comentário, impressionista, sobre tudo.

Dizer que Galvão é uma unanimidade seria injusto. Mas, não conheço admiradores ou defensores do seu estilo. Exagerado, repetitivo e, às vezes, inconveniente, o cara avilta a paciência e os ouvidos da sua platéia. O consolo é que mais uma overdose do locutor como essa só em 2010, na Copa do Mundo.

Olá mundo!

Posted 23 Agosto 2008 by Claudio
Categories: Cultura

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Mais um blog? Por que não?

Essa é a Era da Informação! Muita notícia, nenhuma análise e pseudo-especialistas proliferando em cima das  leituras constantes dos livros de auto-ajuda.

Por essas e outras, em nome do livre pensar e só pensar, por que não ocupar lugar no ciberespaço? Esse será um blog absolutamente escorfante!

tráfico de pixels e bits

Posted 18 Abril 2008 by Claudio
Categories: Tecnologia

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A tecnologia muda e avança rapidamente. Oferece mais do que nossa própria capacidade de usufruir de tanta oferta. Os estudiosos da área médica dizem que estamos à beira de um estresse por excesso de informação. Os cientistas e técnicos não se cansam de prover avanços numa corrida sem limites e sem ponto de chegada!

Ao mesmo tempo, é evidente uma tendência natural rumo a unificação de diversos dispositivos e serviços em único aparelho. É o que podemos entender como uma das facetas naturais do processo de convergência que atinge a mídia e, cada vez mais, se apresenta como necessidade imperiosa para os avanços e a oferta de produtos e serviços.

O fato é que a tecnologia superou em muito a capacidade de retenção do ser humano. Recebemos muito mais do que podemos absorver ou processar. Nos tornamos especialistas instantâneos de tudo e sem capacidade analítica de nada. Meros usuários funcionais de informação, traficantes de bits e pixels.

Mobile, comunidades e outros modismos…

Posted 21 Fevereiro 2008 by Claudio
Categories: Cultura, Internet, Tecnologia

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Mobile é a palavra da vez! A tecnologia vive de espasmos e os marqueteiros de plantão sabem bem como aproveitar isto vendendo soluções mágicas. Esse filme não é novo. Já passamos pela febre das comunidades, pelos PDAs que podiam tudo, os blogs, o Second Life, twitters para citar algumas poucas soluções mágicas.

O crescimento da base e a popularização da web traz à cena novamente as comunidades. Segundo o foclore corrente, um jeito rápido e fácil das empresas estabelecerem um canal de comunicação com o público.

O fato é que as comunidades, apesar dos números fantásticos divulgados pela imprensa, não retornam, na pratica, o que se esperava. Para algumas delas, o que se espera é retorno institucional, outras levantam bandeiras impróprias ou inadequadas e embarcam em meias verdades.

Comunidades de resultados têm foco e objetivo definidos. Seus participantes estão em busca de informações claras. O relacionamento se estabelece em cima de necessidades mútuas. Causas etéreas ou altruístas, encampadas por empresas, soam como proselitismo da pior espécie.